As fabricantes usaram seus espaços na CES para falar de 4K, OLED,
LCD, UHD, SUHD, 8K, HDR, ponto quântico e display com tecnologia de
nanocristal. Se tudo isso é confuso até para nós da imprensa, imagine
para o consumidor leigo. Por isso
o pessoal do Re/Code consultou Ray Soneira, físico e fundador da DisplayMate Technologies para explicar cada um dos termos. Reproduzimos abaixo:
QD, Tecnologia de ponto quântico:
O ponto
quântico, ou QD (sigla para quantum dot) é a nova aposta para substituir
os LEDs que fazem o backlight das telas de LCD. Utilizando
nanotecnologia, a expectativa é que estes nanocristais emitam uma luz
branca mais pura do que o LED convencional, fazendo com que as cores
fiquem mais precisas e vistosas.
As fabricantes têm bastante confiança nesta nova tecnologia que não
chega a ser superior ao OLED, que ainda é mais confiável para reprodução
de imagens escuras e ainda é a única capaz de produzir o preto
absoluto. No OLED, cada pixel é aceso ou apagado individualmente,
permitindo a reprodução do verdadeiro preto, com total ausência de luz,
em vez do cinza escuro apresentado por outras tecnologias.
No entanto, o ponto quântico é consideravelmente mais barato que o
OLED e por isso a aposta é forte nesta nova tecnologia. Várias
fabricantes já estão apresentando seus televisores de LCD que substituem
o backlight de LED por um filme de ponto quântico.
Tecnologia de nanocristais
Ponto quântico e
tecnologia de nanocristais são, em resumo, a mesma coisa, apesar de
nanocristais terem outras aplicações além de telas. As fabricantes
escolhem o termo de acordo com suas preferências para o marketing.
HDR
Você provavelmente já usou HDR na câmera do
celular. Agora vários televisores estão saindo de fábrica com esta
tecnologia embutida. O High Dynamic Range é um tipo de recurso de
software que permite melhorar os detalhes das partes mais escuras de uma
imagem para que ela tenha um equilíbrio melhor entre o claro e o
escuro.
Quando uma fabricante diz que seu televisor conta com tecnologia HDR,
quer dizer que um software faz o tratamento da imagem em tempo real
para que o resultado seja melhor, revelando detalhes escondidos nas
partes mais escuras, mas também recuperando informações que foram
ocultas por excesso de luz.
Telas 8K
Não deve ser neste ano que as primeiras
TVs 8K chegam ao mercado, mas as fabricantes já começaram a demonstrar
seus protótipos na CES. Neste caso, o avanço na tecnologia é colocar
mais pixels em um determinado espaço.
Para comparação, o Full HD tem resolução 1920 x 1080, enquanto o 4K
também chamado de UHD, apresenta 3840x2160. O 8K, por sua vez deixa
todos para trás com resolução 7680x3840.
Mas vale a pena? Segundo especialistas, você pode notar a diferença
em telas pequenas apenas se você observá-las de perto, como é o caso de
monitores de computador ou tablets, por exemplo. No caso dos
televisores, que normalmente ficam distantes do usuário na sala, a
diferença só seria notada em telas de 120 polegadas ou mais. Ou seja: o
8K vai demorar para ser uma tendência no mercado.
SUHD
A Samsung utilizou a CES para promover seus
novos televisores SUHD, que supostamente trariam o máximo em resolução,
contraste, brilho e fidelidade de cores. Mas afinal de contas, o que
significa o “S” de SUHD?
Nada.
É isso mesmo. Como foi dito acima UHD e 4K são as mesmas coisas. Como
todas as fabricantes estão começando a apostar nesta resolução, a
Samsung tenta se diferenciar colocando este “S” na frente, que não
possui um significado claro. Nossa aposta preferida é que o “S” vem de
Samsung, mas a companhia nega.
O vice-presidente Joe Stinziano, em uma entrevista explica o “S”.
“Significa várias coisas. Usamos este S como designação quando sentimos
que temos um verdadeiro salto na experiência do consumidor. Então você
pode colocar qualquer adjetivo que você quiser aí, como ‘superior’, por
exemplo”. Então tá certo.
Fonte:
olhardigital